Da última ver que eu tive um momento intenso numa barbearia foi em 2017 (falei sobre isso aqui!) e o assunto envolvia pessoas mais velhas, histórias de amor (ou não) e morte. Foi bem intenso mesmo... E eu ainda saí com a cara de um samurai...
Hoje aconteceu de novo. Parece que o clima do local muda quando conversas intensas acontecem. Só que hoje foi um diálogo. O barbeiro, um rapaz jovem, 19 anos, que tinha acabado de sair da casa dos pais pra morar sozinho porque queria independência. A pessoa que dialogou com ele fui eu mesmo.
Já há algum tempo eu aprendi que perguntar "tudo bem com você?" não precisa ser um simples ato de educação, como se fosse um bom dia. Na verdade, essa pergunta, quando feita com afinco, gera uma conversa bem interessante e profunda. Foi como aconteceu hoje.
O rapaz não estava gostando de onde estava. Mas isso não só em relação ao lugar, em relação a sua posição no mundo! Disse que viu um homem que era médico e largou a medicina pra viajar por aí. Claro que talvez não tenha sido algo como: Ah, hoje não quero mais ser médico, vou sair viajando por aí. A questão principal disso tudo era a liberdade. Liberdade foi o foco da nossa conversa.
Ele disse que queria muito uma vida assim, viajando e conhecendo lugares novos. Que às vezes o dinheiro não é tudo na nossa vida. Concordei com ele. Eu também queria (kero!) conhecer vários lugares e culturas novas. E também concordo plenamente que dinheiro não é tudo.
Eu vi que nós começamos a tomar decisões pra nossa vida a partir de uma certa idade e depois não para mais, não dá pra parar. Existem duas formas de lidar com isso: se desesperar e parar tudo, escolher a zona de conforto, ficar no igual, no que a gente já conhece e nunca levantar o véu. Ou então ir atrás, cair, levantar e seguir em frente sem ter certeza de muita coisa, mas com o coração cheio de alegria (é o que se espera). E nós estamos todos os dias tendo que tomar essas decisões.
Sabe o que eu percebi no final? Que tudo o que eu falei pra ele serve também pra mim.
sexta-feira, 31 de maio de 2019
Por que escrever?
Eu estava pensando aqui como escrever me salvou de algumas situações. Como escrever, algo tão simples, tirou coisas da minha mente e colocou em um receptáculo. Quando são coisas ruins, podemos comparar com um exorcismo - aquelas coisas que a gente escreve e não mostra pra ninguém, com vergonha porque não sabe como algo tão abominável e cruel pôde ter saído de você. Quando são coisas boas - aqueles pensamentos bons que fazem o nosso dia melhor -, comparamos como uma chama que beneficia a nós mesmos e todos os que estão próximos. Geralmente são aqueles textos (ou frases) que alguém lê e pensa "que bom que não estou sozinho nisso".
O exorcismo
Uma psicóloga uma vez disse: "Escreva! Quando estiver se sentindo mal, escreva e coloque tudo pra fora". Escrever pra si mesmo é um ato solitário e, por ser algo que parece tão simples nós deixamos passar a oportunidade de falar 'consigo mesmo', de saber o que a sua parte mais profunda tem a dizer pra você mesmo. Já tentou escrever sobre os seus sentimentos quando você está triste ou com raiva?
O compartilhamento
Às vezes você tem um pensamento tão bonito e decide escrever. Talvez o que você escreve nesses momentos vem carregado com uma boa vibração tão bonita que, quem lê, pode pensar que aquilo chegou na hora certa. Certas coisas mostram mais de nós mesmos do que a nossa própria presença em algum lugar. O que escrevemos pode ter esta força. A força de mostrar o nosso Eu mais profundo. Talvez o Eu que ainda não tá pronto pra aparecer em público..
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